O empresário e autor angolano José Lima da Silva partilhou uma reflexão sobre o papel dos meios de comunicação e dos conteúdos digitais, com foco no crescimento do Fly Podcast e na responsabilidade que acompanha o alcance conquistado pelo projecto.

Na publicação, José Silva destacou que todos os órgãos de comunicação, sejam tradicionais ou digitais, têm como principais objectivos formar, informar e entreter, defendendo que o entretenimento deve ser desenvolvido com ética, responsabilidade e sentido pedagógico.

Segundo o empresário, o crescimento das plataformas digitais trouxe novos desafios para a produção de conteúdos, sobretudo quando programas com grande audiência abordam temas sensíveis sem o devido cuidado na escolha dos convidados, linguagem utilizada e impacto social das mensagens transmitidas.

Ao falar especificamente sobre o Fly Podcast, José Silva reconheceu o sucesso alcançado pelo projecto e comparou o seu potencial ao de grandes programas que marcaram a televisão angolana, como o “Hora Quente”, defendendo que a dimensão da audiência aumenta também a responsabilidade perante o público.

“O Fly Podcast precisa continuar a ser apetecível pelas melhores razões”, escreveu, sublinhando que a relevância de um programa não deve estar apenas nos números de visualizações, mas também na qualidade e no valor acrescentado dos conteúdos apresentados.

José Silva defendeu ainda que a produção audiovisual exige estratégia, estudo e planeamento, afirmando que cada convidado, tema e abordagem devem ser analisados de forma cuidadosa, principalmente quando envolvem assuntos com impacto social.

Na sua reflexão, destacou que falar sobre sexualidade não deve ser visto como um problema, mas que o tema precisa ser tratado com responsabilidade, diferenciação e respeito, evitando abordagens que possam transformar assuntos importantes em simples ferramentas para gerar polémica ou audiência.

O empresário lembrou também exemplos de programas anteriores que abordavam temas considerados sensíveis de forma estruturada, defendendo que a comunicação deve ter sempre em conta o público e o contexto social.

José Lima da Silva afirmou não acreditar que as críticas recentes ao Fly Podcast estejam relacionadas com agendas externas, mas sim com a necessidade de uma gestão mais cuidadosa dos conteúdos e da imagem da marca.

Apesar das críticas, o empresário reconheceu o percurso construído pelo projecto e apelou a uma recuperação da linha editorial que, segundo ele, tornou o Fly uma referência no espaço digital angolano.