Em 2025, a data ficou associada ao início da greve dos taxistas, que rapidamente evoluiu para uma onda de protestos, actos de vandalismo e confrontos em várias províncias. O balanço oficial apontou para 22 mortos, centenas de feridos e mais de 1.200 detenções, enquanto organizações de direitos humanos referiram números superiores de vítimas.
Já em 2026, precisamente na mesma data, a Unitel confirmou ter sido alvo de um ataque cibernético à sua infraestrutura tecnológica, provocando uma interrupção generalizada dos serviços de voz, dados móveis e Internet em todo o território nacional. A falha afectou milhões de clientes e condicionou o funcionamento de empresas, instituições e serviços que dependem da rede da operadora.
Embora não exista qualquer relação entre os dois acontecimentos, a coincidência faz com que o 28 de Julho permaneça na memória dos angolanos como uma data marcada por episódios que tiveram grande impacto na vida do país, em dois anos consecutivos. Enquanto em 2025 a paralisação foi motivada por uma crise social ligada ao aumento dos combustíveis, em 2026 o país enfrentou uma interrupção nas comunicações causada por um ataque informático à maior operadora de telecomunicações.




