O director da arbitragem da FIFA, Pierluigi Collina, esclareceu a decisão que levou à anulação do golo do Egipto no jogo frente à Argentina, dos oitavos de final do Mundial 2026. Segundo o responsável, o VAR analisa toda a fase de construção da jogada que termina em golo e, caso detecte uma infracção que tenha influência directa na jogada, recomenda ao árbitro a revisão das imagens.

Collina explicou que não existe qualquer limite de tempo ou distância em relação à baliza para que uma infracção seja considerada. No lance em causa, Marwan Attia terá pisado o pé de Lisandro Martínez durante a construção da jogada. "Uma falta é uma falta", afirmou o dirigente, sublinhando que, se o árbitro não a detectar em campo, o VAR pode e deve intervir. Também esclareceu que o contacto entre Mohamed Salah e Julián Álvarez, já perto do final da partida, foi considerado um lance normal de futebol, sem motivo para assinalar falta ou penálti.

As declarações surgem depois das críticas da selecção egípcia à arbitragem do encontro, que terminou com a vitória da Argentina por 3-2, após uma recuperação de dois golos de desvantagem. Collina rejeitou qualquer alegação de favorecimento e garantiu que os árbitros actuam de forma independente, defendendo que a utilização do VAR tem seguido critérios consistentes ao longo do torneio.