O académico britânico Jason Arday, que em 2023 fez história ao tornar-se o mais jovem professor negro nomeado pela Universidade de Cambridge, foi encontrado morto na sua residência em Battersea, Londres. Tinha 41 anos.
A Polícia Metropolitana confirmou a morte e classificou-a como inesperada. Até ao momento, as autoridades não divulgaram a causa da morte e informaram que o caso não está a ser tratado como suspeito.
Arday assumiu, aos 37 anos, o cargo de professor de Sociologia da Educação na Universidade de Cambridge. A sua trajectória académica ganhou destaque internacional, sobretudo pela forma como superou dificuldades significativas durante a infância e juventude.
O académico tinha sido diagnosticado com autismo e atraso global do desenvolvimento durante a infância. Segundo a Universidade de Cambridge, só aprendeu a falar aos 11 anos e a ler e escrever aos 18. Antes de chegar a Cambridge, foi professor na Universidade de Glasgow e na Universidade de Durham.
A sua morte acontece poucos dias depois de ter renunciado ao cargo em Cambridge, no dia 5 de Agosto, após semanas de escrutínio público relacionado com acusações de plágio na sua tese de doutoramento e dúvidas sobre algumas informações do seu percurso académico. Arday negou ter cometido plágio deliberadamente e a Universidade de Cambridge tinha iniciado uma investigação independente sobre o seu processo de nomeação.
A família afirmou, através da sua editora, estar profundamente abalada com a morte e acusou uma campanha prolongada de assédio e desinformação de ter submetido Arday a uma pressão intensa. A família pediu também que cessassem os ataques contra o académico e os seus familiares.
Jason Arday deixa um percurso que marcou o debate sobre representação racial, desigualdade e acesso ao ensino superior no Reino Unido. A causa da morte permanece por confirmar.




