Imagens que circulam nas redes sociais mostram a dimensão da tragédia que atingiu a região fronteiriça entre o Nepal e o Tibete, na sequência de um enorme deslizamento de gelo e rocha que desencadeou uma cheia repentina.

Os primeiros relatos apontavam para um sismo de magnitude 4,4 como possível causa do desastre. No entanto, uma análise posterior do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) concluiu que o sinal sísmico terá sido provocado pelo próprio colapso de gelo, rocha e detritos, que chegou a registar uma magnitude de 5,2.

O colapso atingiu o rio Lhende Khola, provocando uma acumulação temporária de água e detritos. Quando essa barreira natural cedeu, uma enorme massa de água, lama, gelo e rochas avançou pelos vales, atingindo comunidades no Nepal e no Tibete.

A força da corrente destruiu casas, estradas, pontes e outras infra-estruturas, deixando dezenas de mortos e centenas de pessoas desaparecidas. As operações de busca e salvamento continuam, apesar das dificuldades provocadas pelos danos nas vias de acesso e pela quantidade de sedimentos acumulados.

As imagens captadas no local revelam uma paisagem devastada pela passagem da corrente, com zonas habitadas cobertas por lama e destroços. O desastre voltou a chamar a atenção para os riscos associados ao colapso de glaciares e às cheias repentinas nas regiões montanhosas dos Himalaias.