Mais de 100 trabalhadoras do sexo foram vítimas de agressões, tortura, burlas e raptos por parte de clientes entre Janeiro e Agosto deste ano, segundo dados da Associação AMAVIDA, citados pelo jornal O País.
A organização registou mais de uma centena de casos durante os primeiros oito meses de 2026, num cenário marcado, segundo relatos recolhidos pelo jornal, por medo, vulnerabilidade e dificuldades enfrentadas por mulheres que dependem desta actividade como principal fonte de rendimento.
A reportagem do O País acompanhou o quotidiano de algumas destas mulheres em Luanda e recolheu relatos sobre situações de violência e abusos cometidos durante os encontros com clientes.
A Polícia Nacional confirmou a existência de um número elevado de denúncias envolvendo trabalhadoras do sexo e afirmou que os casos são tratados e acompanhados pelas autoridades.
Para além das agressões físicas, os relatos incluem situações de burla, rapto e outros actos de violência, aumentando a preocupação das organizações que acompanham mulheres em situação de vulnerabilidade.
Um jurista ouvido pelo jornal alerta que os actos de exploração e maus-tratos contra estas mulheres podem configurar crimes e defende que as vítimas tenham acesso aos mecanismos de protecção e à Justiça.
Os dados da AMAVIDA colocam em evidência os riscos enfrentados por trabalhadoras do sexo em Angola e a necessidade de reforçar os mecanismos de denúncia, protecção e acompanhamento das vítimas.
A associação e as autoridades defendem a importância de denunciar os casos de violência, enquanto a reportagem chama atenção para uma realidade que permanece pouco discutida no espaço público.
Fonte: O País




